Archive for fevereiro \28\UTC 2012

Eu quero é botar meu blog na rua

28-02-2012

Dez anos são dez anos.  Para comemorar  a chegada da décima edição , a Flip apresenta seu novo diário de bordo, esperando chegar mais perto de quem já foi,  planeja ir, ou simplesmente quer acompanhar de perto a  festa que todo ano enche Paraty de livros e letras.

Notícias de escritores e do mundo literário, bastidores da produção e dos preparativos, lembranças curiosas de edições anteriores. A ideia é mostrar um pouco do que fazemos e de quem somos nesse espaço virtual  – uma extensão da Flip, ainda que longe do mar e das  ruas de pedra de que a gente tanto gosta.

Então, prepare seu feed.  Nosso blog anterior já estava com carinha antiga. E a Flip, do alto dos seus dez anos, quer ação e novidades. Mais frescor, por favor.  Eu quero é botar meu blog na rua. Vamos juntos. Queremos morar no seu menu de favoritos.

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Conheça as novas seções do blog da Flip

28-02-2012

* Notícias: o que andam fazendo, escrevendo ou publicando os autores que a gente acompanha; novidades  de toda espécie envolvendo Paraty e a literatura

* Palavra do Curador:  Miguel Conde conta, em primeira pessoa, como é seu trabalho de estruturar a programação

* Memória : depoimentos sobre a Flip, dados por quem faz parte de sua história

* A Cidade se Prepara: fotos do que está acontecendo em Paraty – reuniões, preparativos, bastidores – enviadas pela nossa equipe de produção local

* Flip na Imprensa: o que andam falando de nós por aí…

* Vídeos: momentos marcantes de Flips anteriores, o pedacinho de uma mesa que é bom rever, um autor flipiano recebendo um prêmio importante.

* Quem faz a Flip: pequenos perfis de quem está por trás da organização da festa

* Curiosidades: A Flip e seus números, histórias especiais e outros casos bons de contar

O planejamento do imponderável

28-02-2012

por Miguel Conde, curador da Flip 2012

Como parte das comemorações pela décima edição da Flip, que será realizada de 4 a 8 de julho, este blog começa a publicar nas próximas semanas uma série de depoimentos de figuras importantes na história da festa. Escritores, editores e jornalistas que acompanham a Flip desde o começo vão recordar cenas e acontecimentos que exprimem de modos variados algo do espírito dos encontros realizados desde 2003 em Paraty – dos grandes momentos registrados no palco da Tenda dos Autores aos pequenos episódios testemunhados nos bastidores ou pelas ruas da cidade. Menos uma celebração da festa, propriamente, do que das histórias que são sua razão de ser.

Sem obrigação de fazer apanhados panorâmicos ou avaliações críticas,  esse tipo de rememoração parcial lança sobre os acontecimentos um olhar mais livre, e por isso muitas vezes mais sensível àquilo que houve neles de curioso, inesperado ou comovente. Capta melhor, em resumo, aquele tipo de evento imponderável que não pode ser planejado de antemão, mas cuja ocorrência imprevista é o que acaba dando sentido à festa (e assim faz com que o planejamento tenha valido a pena). 

Nada a ver com apresentações ensaiadas a la show de talentos. O interesse da festa está menos nas grandes performances cronometradas do que nos gestos espontâneos que ela pode provocar, e que são iluminadores à sua maneira inesperada. Como as crianças de Paraty correndo atrás de Eric Hobsbawm em 2003, o lastro sentimental muito particular na voz de Domingos de Oliveira em 2009 ou a entrevista coletiva concedida por Antonio Candido no pátio de sua pousada ano passado – uma conversa rápida de menos de uma hora, mas reveladora assim mesmo daqueles traços de personalidade que fizeram dele o formador da mais importante linhagem de críticos literários do país (o momento mais memorável das cinco Flips a que assisti como jornalista).

A expectativa de quem monta a programação de um festival como a Flip é, até certo ponto, criar condições que tornem possível o acontecimento desse imponderável. Nesse sentido, é uma tarefa absurda, que deixa o mais importante por conta do acaso. O que não quer dizer, espero, que seja uma tarefa inútil. Para resumir numa frase, ela envolve fazer com que as combinações de temas e autores sejam pertinentes, para que a partir delas possa acontecer algo de memorável. Esse “possa” é ao mesmo tempo a angústia e a graça do trabalho, pois felizmente não existe uma fórmula certa para produzir aqueles acontecimentos que, terminada a festa, permanecem na cabeça de quem estava por lá.

 

O dia em que fui Saramago

28-02-2012

Por Zuenir Ventura

Para quem, como eu, já tinha participado de algumas feiras internacionais de livros, a 1ª Flip foi surpreendente e ficou resumida num artigo que escrevi no Globo e que começava assim: “Que Feira de Frankfurt que nada. Nem a de Barcelona, nem Salão do Livro de Paris, Bienal de São Paulo ou Bienal do Rio. Nada, nenhum desses eventos se compara à 1ª Festa Literária Internacional de Paraty (…), reunindo umas duas dúzias de escritores daqui e de fora”. Em seguida, eu descrevia o ambiente da linda cidade que, sem carros no centro para atrapalhar, permitia que as pessoas se encontrassem a toda hora, “num caloroso espetáculo de congraçamento entre autores e leitores, um simpático corpo a corpo entre os que escrevem e os que lêem”.

A estrela do ano foi o historiador inglês Eric Hobsbawn, cuja concorridíssima palestra foi emocionante. Ouvir de perto aquele senhor de 86 anos falar sobre o século recém-terminado, do qual sabia tudo, foi um privilégio que fez a platéia aplaudi-lo de pé. O assédio foi de pop-star. Na noite da palestra, assisti a uma cena que me deixou encantado e a ele, perplexo. Depois da sessão de autógrafos, que precisou de hora marcada para terminar, Hobsbawn caminhava a caminho do hotel, quando percebeu que atrás vinha um séquito de crianças e adolescentes numa alegre procissão. Naquele instante olhei bem o seu rosto e posso garantir que ele achou que era Chico Buarque.

Nas ruas, o que mais se via eram jovens e até velhos com caderninho na mão, celulares e câmeras a tiracolo cercando escritores para pedir autógrafo ou uma foto, em geral as duas coisas. Cada fã saiu de Paraty com uma coleção de lembranças de seu autor preferido. Comigo aconteceu talvez o episódio mais engraçado da 1ª Flip.

Cheguei de manhã e, mal desembarcara da van que me levara do Rio, fui cercado por um grupo de moças ávidas por um autógrafo ou foto. Uma dizia: “tenho todos os seus livros”. A outra interrompia para me declarar sua admiração”. Chegavam a se empurrar para ficarem mais próximas de mim. Eu nem conseguia falar. Com o sucesso me subindo à cabeça não podia deixar de me dizer: “E ainda nem cheguei!”. Realmente uma consagração, até que uma delas gritou para a colega que passava do outro lado: “Fulana, vem cá, vem ver o Saramago!”.

Zuenir Ventura (à esq.), confundido com José Saramago durante a 2² Flip

Com a crista baixa, fui para o almoço e encontrei o Dráuzio Varella numa roda, onde contei o que me sucedera pela manhã. Em meio aos risos, o famoso médico confessou: “mas sabe que você é parecidíssimo com meu pai?”. Inconformado, pois me achava coetâneo do filho, pedi que quando fizesse a comparação, acrescentasse que a semelhança era com seu pai, mas quando jovem.

Mais tarde, ao participar da mesa sobre crônica com Adriana Falcão e Joaquim Ferreira dos Santos, me apresentei advertindo: “Estão me confundindo com José Saramago. Quero esclarecer que não sou o Saramago. Sou o pai do Dráuzio Varella. Quando jovem”. Acho que a 1ª Flip não teve mico maior.

* Zuenir Ventura é jornalista e escritor; publicou, entre outros, 1968: O Ano que Não Terminou. Em 1995, ganhou o prêmio Jabuti – categoria reportagem com  Cidade Partida

Saiu no “Brasil Econômico”

27-02-2012

Um pouquinho de Jennifer Egan

24-02-2012

A escritora norte-americana Jennifer Egan, ganhadora do Prêmio Pulitzer de Literatura 2011, pelo livro A visita cruel do tempo, apresenta nesta breve entrevista um pouco de seu trabalho e de suas influencias ao escrever.

 Com grande simpatia, a escritora que virá a Flip neste ano conta da surpresa ao receber a notícia do Pulitzer. Confira neste vídeo uma prévia do que veremos em julho.

Saiu n’ “O Globo”

17-02-2012

O Globo Prosa & Verso pg 05

Uma francesa na sombra dos autores

14-02-2012
 

Francesa de origem, inglesa de formação (à vida) e brasileira de adoção, Sandrine escolheu deixar o mundo corporativo para trabalhar em eventos culturais e contribuir à criação de espaços onde culturas e figuras se encontram e intercambiam praticas, costumes e experiências.

Entrou na Flip há seis anos e não quer sair mais! Recentemente, “trocou o smog das capitais”, como ela diz, para morar em Paraty.
Cuida dos convidados do evento e trata seriamente de deixa-los muito felizes. “Até os melhores autores se sentem pequenos na hora de subir no palco, ja vi alguns tremerem!”

Foi ela que cuidou do Gay Talese, quando veio com um guarda roupa de ternos que não cabia no apartamento. Ou do Lobo Antunes, que foi tão difícil convencer de vir para cá e quando chegou  deu aquele show no palco..

“Acho legal dizer que as vezes algum autor não quer assinar livros, não quer da coletiva e que na hora do calor,  ao descobrir esse publico brasileiro maravilhoso e de ser tão bem recebido, ele topa tudo!  Cândido deu coletiva na pousada dele, Neil Gaiman acabou aceitando assinar centenas de exemplares e o Crumb acabou fazendo desenhos em todos os livros…”


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