Archive for março \30\UTC 2012

Noturno para Tabucchi

30-03-2012

Por Manuel da Costa Pinto *

A notícia da morte de Antonio Tabucchi, dolorosa para todos aqueles que admiravam o grande escritor italiano, mostra como, nas duas vezes em que desistiu de vir à Flip (após confirmar participação nas edições de 2010 e 2011), o autor de Noturno Indiano foi premido por uma situação pessoal dramática. Em 2010, Tabucchi teve de cancelar sua participação por motivo de saúde – mas imaginávamos que era algo passageiro e que poderíamos contar com ele em 2011, quando poderia falar de sua extensa e admirável obra. A habitual discrição de Tabucchi, porém, guardava algo mais grave, como descobrimos agora, com pesar.

Procurei reiterar o convite a Tabucchi tão logo assumi a curadoria da Flip de 2011. Nas trocas de mensagens mantidas com ele, com sua mulher – a professora e ensaísta Maria José de Lancastre – e com Cassiano Elek Machado – editor de Tabucchi na Cosac Naify –, notamos de saída alguma hesitação, que atribuímos à agenda atribulada do escritor ou até mesmo ao receio de que tivesse de novo problema na coluna, conforme ocorrera na Flip de 2010, com curadoria de Flávio Moura.

Finalmente Tabucchi se decidiu a vir, deu mostras de grande entusiasmo, não apenas por reencontrar o amigo Ignácio de Loyola Brandão (com quem certamente faria uma das mesas mais empolgantes da Flip 2011), mas também porque Maria José de Lancastre participaria da programação na Casa da Cultura, em mesa sobre Fernando Pessoa (sobre o qual publicou uma excelente fotobiografia, obra de referência para leitores e estudiosos da obra do poeta português).

Em 13 de junho de 2011, porém, recebi dela mensagem dizendo que “a decisão do Tribunal Supremo do Brasil a favor de um terrorista italiano” colocava o marido em situação muito difícil, obrigando-o a refletir sobre sua vinda.

Lancastre se referia à decisão do governo de não extraditar Cesare Battisti – que era acusado na Itália por crimes comuns, mas que consenguiu convencer as autoridades brasileiras de que fora motivado por razões políticas (em seu país, em contrapartida, o envolvimento de Battisti com grupos de extremistas foi interpretado como cortina de fumaça para conseguir salvaguarda jurídica na condição de militante político).

Obviamente, o impasse diplomático atingia a todos, mas sobretudo um escritor italiano marcado pela militância intelectual e por não se furtar à intervenções públicas, que escrevia artigos severos contra o governo Silvio Berlusconi na imprensa francesa e via na magistratura italiana a única instituição que ainda resistia bravamente às manobras e escândalos do premiê.

A princípio, Cassiano e eu (com anuência da direção da Flip) garantimos a Tabucchi  que ele teria em Paraty um foro livre para manifestar sua revolta contra uma decisão que desqualificava a independência dos magistrados italianos. Numa série de e-mails trocados naqueles dias de junho, porém, Tabucchi nos enviou artigo publicado no jornal Le Monde sobre o “affaire Battisti” e comunicou sua decisão de não vir ao Brasil. Mais tarde, encaminhou um artigo inédito em que não apenas mencionava o episódio recente, mas também lembrava que o Brasil dá guarida a um agente da Operação Condor responsável pela morte de italianos residentes na América Latina durante a ditadura argentina. Ao final do artigo, Tabucchi dizia que desistira de vir à Flip não “em protesto” (conforme estava sendo divulgado), mas para não transformar “a controvérsia jurídica entre dois países em gossip de um evento literário”.

É difícil discordar de sua decisão, mas podemos divergir de sua avaliação da capacidade que a Flip tem de abranger assuntos nevrálgicos. O psicanalista e escritor italiano Contardo Calligaris substituiu Tabucchi na mesa com Loyola e fez questão de dizer que, se já não vivesse no Brasil, talvez adotasse a mesma atitude de Tabucchi – e expõs em minúcia os dilemas da intelectualidade italiana na últimas décadas e o papel honroso da magistratura. Loyola – cujo romance Zero foi publicado na Itália com tradução de Tabucchi, antes de ser lançado no Brasil (onde temia-se a represália da censura militar e dos órgãos de repressão a esse caleidoscópio narrativo, repleto de passagens sobre o submundo encoberto pela cultura oficial) – interveio lembrando a amizade costurada entre ambos pelo compromisso político e pela cumplicidade literária.

De certo modo, Tabucchi falou através de Calligaris e Loyola – e se hoje, diante dessa morte inesperada, podemos imaginar que a saúde estivesse entre os motivos do cancelamento de sua vinda à Flip, o próprio escritor parecia acreditar que se tratava de uma decisão estritamente ética, que não estava poupando –antes, sacrificando – seu corpo: “Renunciar fisicamente ao paraíso de Paraty, acredite, foi um sacrifício”, disse ele numa de suas últimas mensagens.

* Manuel é jornalista e foi curador da Flip em 2011

A dona dos parceiros

27-03-2012

No começo da tarde, ela sai para um reunião e volta entusiasmada ou reticente, ou cheia de ideias, sempre de olho em suas planilhas. Formada em propaganda e marketing, Lucia Rodrigues cuida de todas as parcerias, as que envolvem capital e também as que nåo envolvem. Ou seja, ela faz a ponte com todos que querem uma parceria: os patrocinadores, as editoras, as pousadas, a mídia e muitos outros.

“De maneira geral meu trabalho é criar as cotas de patrocínio e suas respectivas contrapartidas e as metas de parceria, tanto financeiras como de serviços, por exemplo, ter um parceiro para transmissão ao vivo, ter um parceiro que quer internet em tudo… Ai com essas metas eu vou pra rua. Vou visitando todo mundo e vendo quem tem interesse na Flip, e criando os acordos, negociando e assim vai.” explica Lúcia que também cuida da parte de parcerias com pessoas físicas, que é o programa de patronos (com a ajuda do Chris, super assistente). Enquanto Sandrine cuida dos autores, Lucia fica a sombra dos parceiros para garantir conforto e o bem estar daqueles que ajudam a Flip acontecer.

O projeto de conclusão de curso dela era sobre uma ONG de incentivo a leitura. No final do trabalho conheceu Mauro Munhoz, arquiteto e presidente da Casa azul, e logo se encantou com a possibilidade de trabalhar na flip. Foi assistente de gestão e trabalhou na comunicação, antes de assumir a captação, no começo de 2011.

“FLIP – Felicidade Literária Impressionante de Paraty”

26-03-2012

“Tenho confessado algum pudor em falar da FLIP.O que aconteceu comigo na FLIP de 2011 foi tão forte e tão delicado que fico ganhando medo de explicar. Queria muito agradecer a essa plateia imensa que me recebeu de modo tão carinhoso. Creio que todo o escritor sonha ser assim acarinhado, acreditado, e eu nem me atreveria a sonhar tal coisa. Nunca se planeja algo dessa dimensão, e não é prudente pensar que se possa repetir. Voltarei ao Brasil sempre mais motivado e encantado. Lembro-me de muito do que me disseram pelas ruas de Paraty. Foi tão engraçado passear por entre as pessoas e ouvir o cumprimento abundante de tanta gente. E fazer fotografias. Sorrir. Porque verdadeiramente me apetecia sorrir muito e cumprimentar as pessoas também. Algum dia um escritor será suficientemente bom para explicar aos leitores o quanto eles são incríveis e nos podem salvar. Desde logo, podem salvar-nos de nós mesmos. Porque pensamos muito que talvez nada valha a pena, pensamos muito que os textos são fracos na expressão do que realmente imaginamos e sentimos. Os textos tendem a ser tão insuficientes em tantas coisas da vida. É muito importante para mim deixar que o público brasileiro me conheça pelos livros. Fui recusando inúmeros convites para voltar, porque é importante que quem acreditou na minha pessoa decida agora se acredita no que escrevo e se quer ainda que eu volte. Se isso vale a pena para os leitores porque para mim, enquanto pessoa e depois autor, vai valer sempre a pena. Os livros são o modo como faço a vida. Quero dizer, os livros são o fundamental da minha vida. Tento que sejam eles a merecer a atenção e, para um público leitor, é a partir deles que se deve desenhar o meu rosto. Vou voltar, claro. Tenho muita sorte. Volto quando editam O Filho de Mil Homens, esse romance onde um tal Crisóstomo, ao chegar aos quarenta anos, como eu cheguei, assumiu a tristeza de não ter um filho. Ainda estou convencido de que o livro me serve para suprimir essa falta no plano mais absurdo da vida. Mas também estou convencido de que a vida não é só absurdo e ainda me vai pedir muitas coisas difíceis, muitas coisas que, até de surpresa, me vão mostrar afinal quem sou. Porque o que somos se revela lentamente com o tempo. Até certo ponto, de todas as vezes em que estive no Brasil aprendi algo sobre mim e gostei do que aprendi. Deve ser por essa razão que sempre quero voltar. Ainda vivo cheio de saudades da Ilha da Conceição. Lembro-me de como as barcas iam e vinham entre o Rio e Niterói. Lembro-me da dona Hermínia e do senhor João. Da Glória e da Arminda. Dos meninos Daniel e Gabriel. Até me lembro do namorado da Glória, que já não é mais. Fico com pena. Gostava que estivesse tudo igual, feliz, à minha espera.Paraty, por seu lado, vai ser esse lugar assim. Eu sei que terá sempre a FLIP, que para mim pode significar a Felicidade Literária Impressionante de Paraty. Isso deixa-me muito satisfeito.

Parabéns à FLIP pelos seus dez anos, e muito obrigado por tudo.”

Valter Hugo Mãe

J.M. Lé Clezio

25-03-2012

Conheça um pouco mais de um dos nossos convidados para a flip 2012, o nobel J. M. Lé Clezio nesta reportagem do programa

Entrelinhas da TV Cultura.

Diretamente do LitCologne

22-03-2012

Por Miguel Conde, Curador Flip 2012

Rainer Osnowski conta em casas decimais o sucesso de sua ideia. Esse jornalista alemão, que aprendeu português em longas incursões como repórter pela Região Amazônica, é desde 2001 um dos diretores do maior festival literário da Alemanha. Com 10 dias de duração e mais de 170 eventos espalhados pela cidade, o LitCologne, chegou este ano à sua 12 edição reunindo em Colônia um público estimado em 80 mil pessoas e nomes como Javier Marías, Martin Amis e o ganhador do Nobel Tomas Tranströmer na lista de convidados.

Osnowski criou o festival no começo da década passada com os amigos Edmund Labonté e Werner Köhler. Queriam, ele diz, dar à literatura uma escala que o público alemão estava mais acostumado a associar a outras artes. ” Temos uma grande tradição de leituras e debates com escritores, mas o formato usual é de encontros para 30 ou 40 pessoas. Mostramos que um encontro literário pode ter o público de um show de rock.”

O festival ocupa de auditórios com 300 lugares a uma casa de shows com 4.500. No sábado, dia 17, Jeffrey Eugenides comentou seu livro The Marriage Plot num barco que subia e descia o rio Reno lotado de gente. Um debate numa edição anterior do festival entrou no Guinness, conta Osnowski, ao reunir 15 mil pessoas num estádio esportivo.

Além de autor e moderador, as mesas têm atores que se encarregam da leitura de trechos dos livros discutidos. Os mais famosos são escalados para as mesas dos escritores menos conhecidos, para chamar público. As melhores mesas de cada dia são transmitidas, em versão resumida, nas estações de rádio regionais. Apesar da comparação entre debates e espetáculos, há mesas em que metade ou mais do tempo é dedicado apenas à leitura. E, numa pequena amostra de três debates, a condução das conversas se encaminhou mais para o reflexivo do que para o anedótico.

Numa cidade que antes da crise chegou a destinar 7% do seu orçamento para investimentos em cultura (hoje a cifra está em 4%), o festival é desde o começo financiado pela venda de ingressos (entre 10 e 13 euros) e por patrocinadores privados. O preço da entrada cai para 2 euros nos debates para crianças e adolescentes, que com 70 eventos ocupam quase metade da programação total. Toda a atenção recebida pelo festival tem valor na medida em que estimula a leitura e afirma a literatura como algo importante, diz Osnowski.

*Miguel Conde viajou a convite da Secretaria de Cultura do estado da Renânia da Norte-Vestifália.

O mediador: dores e delícias

19-03-2012

Por Cristiane Costa

Dizem que todo torcedor é um técnico de futebol em potencial. Já na Flip, todo o público, seja na tenda principal ou no telão, é um crítico de debate.  Se a mesa é boa, os elogios vão para os convidados, no mínimo brilhantes. Natural. Mas se alguma coisa dá errado o culpado número um é sempre o mediador. Basta ficar parado ali no café, na saída de alguma mesa. Conhecidos (ou mesmo desconhecidos, dependendo da revolta), se esbarram e logo começam as críticas.

Fugiu do tema, se prendeu demais ao tema; foi apagado, quis aparecer mais do que os convidados; foi acadêmico, foi superficial … a lista de defeitos de um mediador pode ser ilimitada. Assim como o repertório de perguntas que ele deveria ter feito e não fez, pelo menos uma para cada sujeito na plateia. Falar é fácil. Mas vai encarar aquele palco e vê se não dá um friozinho na barriga?

O que poucos destes críticos sabem é como são escolhidos os mediadores da Flip. O curador da programação (este outro eterno culpado) indica não só os integrantes de uma mesa como também o mediador. Para isso, ele leva em conta fatores como desenvoltura e performance, assim como conhecimento prévio sobre um assunto ou autor. Intelectuais e especialistas com viés mais acadêmico levam vantagem no segundo item. Mas têm a desvantagem de estarem mais acostumados a discorrer sobre um tema do que entrevistar alguém. Jornalistas certamente têm mais prática neste ponto. Mas fazer perguntas sem ninguém olhando, que depois podem ser editadas (apagando todas as hesitações e perguntas bobas),é bem diferente de entrevistar em público.

Fã ou profissional. Este é outro dilema na hora de escolher um mediador. Se ele for um fã daqueles que conhecem toda vida, obra e podres do entrevistado, a conversa pode ficar tão esotérica que só seria compreendida por outros especialistas. E a Flip é tudo menos um congresso acadêmico. Alguns mediadores são pau para toda obra, como o onipresente Angel Gurría. Flip após Flip ele está lá, dividindo o palco com os autores mais diferentes, com a segurança de quem segura qualquer parada. Outros, como o também onipresente Humberto Werneck, são tão talentosos que variam. Uma hora estão no papel de mediador e na outra, de autor.

Assim como os autores, o mediador não ganha cachê para participar da Flip, mas existem algumas mordomias, como transporte até Paraty, refeições e pousada gratuitos, convites para as palestras e as festas.

Tudo isso oferece a oportunidade de uma convivência mais próxima com os autores, que eventualmente se tornam grandes amigos. Cerca de uma hora antes de cada mesa, mediadores e autores são levados a uma pequena sala, com sanduíches, frutas, sucos e até uma cachacinha para os mais tímidos se soltarem. A ideia é se conhecerem mais profundamente, trocarem ideias, dúvidas, ganharem uma intimidade que se refletirá no palco.

Aí chega a Hora H. O mediador sai do biombo e dá de cara com centenas de pessoas, um ângulo bem diferente de quem está confortavelmente sentado na plateia. Pior é ver as primeiras filas ocupadas pelos convidados da própria Flip: editores, escritores, críticos literários, intelectuais renomados, jornalistas culturais. Todo mundo de olho nele. Sem falar naqueles que estão lá fora, no telão, ou nas telas do computador, acompanhando tudo por streaming. Melhor nem pensar, se não trava.

Quase sempre o mediador leva uma cola, com o texto ou informações para a apresentação da mesa, além de uma lista enorme de perguntas. Ler ou improvisar? Este é sempre um dilema. Morro de inveja daqueles que, como Arthur Dapieve, têm uma memória prodigiosa e decoram os dois, três parágrafos em que apresentam a vida e obra do(s) autor(es). Para mim, a chance de dar branco na hora é de 100%. Então, por mais que eu tenha lido e relido meu texto, não abro mão da folhinha rabiscada. Nem da caneta para ir riscando as perguntas já feitas. No mais, é torcer para que role química entre os convidados, que todos estejam de bom humor, que falem bastante (mas não demais para não ficarem maçantes) e que as perguntas não acabem antes do fim. Quando dá tudo certo, o mediador se sente como um maestro, que deu um andamento perfeito à coisa. Quando dá errado, melhor nem olhar o Twitter, para não se aborrecer.

Os 10 mandamentos do mediador

1 – A estrela é o entrevistado, não entrevistador.

2 – É preciso fazer o dever de casa. Leia os livros dos autores. Leia o que já foi dito sobre eles. Cheque e recheque os dados, para não dar informações erradas.

3 – Seja breve. Boas perguntas são simples e curtas.

4 – Pergunte e não afirme. Boas perguntas são questionamentos e não perorações, discursos, achismos. Elas devem terminar com um ponto de interrogação de verdade. E não com um vago “o que o senhor acha disso” ou, pior ainda, com um imperativo “comente”.

5 – Preste atenção nas respostas para encaixar perguntas pertinentes. Improvise. Não se atenha burocraticamente às questões previamente levantadas.

6 – Provoque. O mediador deve evitar a síndrome do bom moço. Se o entrevistado é polêmico, não tem a menor graça transformá-lo em um sujeito politicamente correto. O público gosta de sangue. Mas tudo com jeitinho e empatia, para não levar um fora na frente de todo mundo.

7 – Não deixe sua opinião transparecer. O mediador não é um crítico. Ele não deve fazer juízo de valores ou demonstrar suas preferências pessoais durante a mesa.

8 – Preste atenção no timing. Cabe ao mediador organizar o tempo de forma que todos os integrantes da mesa tenham espaço para falar, do mais tímido ao maior show man. É importante também dar o mínimo de coesão à mesa, buscar o que os convidados têm em comum.

9 – Não se leve muito a sério. Perfeccionismo é meio caminho andado para o nervosismo.Ter cara-de-pau é fundamental para um mediador. Ele deve parecer à vontade, improvisar, brincar. É melhor falhar de vez em quando do que se fingir de robô ou dar pinta de que está em pânico.

10 – Todo cuidado com os loucos de palestra. Nada aborrece mais a plateia e os palestrantes do que aquela mala que pega o microfone para fazer uma pergunta e faz um discurso. É para evitá-los que muitos organizadores, como os da Flip, optam por só aceitar perguntas por escrito, que serão selecionadas e lidas pelo mediador nos minutos finais da mesa.

* Cristane Costa é jornalista e mediou debates históricos em diversas ediçoes da Flip

Paraty à moda inglesa

13-03-2012

Conheça um pouco do clima do festival Hay-on-Wye,  no qual a Flip foi inspirada…

Deu no Caderno 2 (“O Estado de S.Paulo”, 3 de março)

13-03-2012

Conheça (ou saiba mais sobre)  Silviano Santiago , um dos convidados da Conferência de Abertura em homenagem a Drummond

 

 


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