Um pouquinho sobre a mesa Zé Kléber

Hoje de manhã, a Flip assistiu à Mesa Zé Kléber, que leva esse nome em homenagem ao poeta, ator, músico, cineasta e ativista político paratiense. É uma mesa especial que tem como objetivo discutir políticas públicas voltadas ao universo cultural e que recebe um grande número de moradores de Paraty.

O tema deste ano foi “Leitura no Espaço Público”, um diálogo entre as experiências dos programas de bibliotecas da Colômbia e do Brasil. Com mediação de Écio Salles, teve a participação de Silvia Castrillón, especialista colombiana em políticas públicas envolvendo a leitura e que teve papel determinante na implantação das bibliotecas em seu país. Ao lado dela, sentou  Alexandre Pimentel, diretor da primeira biblioteca parque do Rio, localizada em Manguinhos, região com alto índice de violência na zona norte carioca. O conceito de biblioteca parque é o de implantar em regiões carentes um espaço de convivência, com experiências artísticas, acesso à leitura e formação cultural continuada.

Pimentel discursou sobre a quebra de paradigmas que ocorreu com a implementação da biblioteca de Manguinhos. Ideias preconceituosas, como a de que uma biblioteca em uma favela seria constantemente roubada ou que livros não seriam devolvidos, foram derrubadas. O diretor contou que um dos livros mais manuseados é um sobre a obra de Oscar Niemeyer. Intrigado, pesquisou e descobriu que o livro estava gasto não por mal uso, mas por muito uso. As pessoas retiravam-no com frequência, segundo ele, porque elas já têm uma referência sobre esse autor. “Se criarmos referências, as pessoas podem se interessar por qualquer livro”, concluiu.

Silvia Castrillón elucidou pontos sobre a bem-sucedida experiência colombiana das bibliotecas-parque, que tem transformado o cotidiano da periferia de cidades como Bogotá e Medellin. “O que faz uma biblioteca não é o edifício, nem os livros, mas sua capacidade de convocação para que todos descubram esse bem público que é a palavra escrita”, disse a educadora.

A mesa foi encerrada com a participação do público, que contou com o enfático discurso do músico paratiense Luis Perequê. Ele cobrou uma participação mais efetiva da população no processo de implantação da Biblioteca Parque de Paraty, um projeto que já em fase de desenvolvimento.

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