FlipMais | “A leitura é uma questão de segurança nacional”

Em mesa sobre políticas públicas para o livro e a leitura, especialistas da sociedade civil e do governo debatem as dificuldades enfrentadas pelo incentivo à leitura

Antonio Carlos de Morais Sartini, Fabiano dos Santos Piúba, Paulo Daniel Elias Farah, José Castilho Neto e Cláudia Santa Rosa em mesa da FlipMais nesta quinta-feira (31)

Antonio Carlos de Morais Sartini, Fabiano dos Santos Piúba, Paulo Daniel Elias Farah, José Castilho Neto e Cláudia Santa Rosa em mesa da FlipMais nesta quinta-feira (31) / Foto: Nelson Toledo

Enquanto os Ministérios da Cultura e da Educação se preparam para colocar em votação no Congresso o Plano Nacional do Livro e da Leitura até o fim de 2014, os especialistas reunidos na mesa “Construindo políticas públicas para a leitura”, da FlipMais, são unânimes na ideia de que o principal ator no fomento da leitura no Brasil é a sociedade civil organizada.

A mesa debateu o estado da construção de políticas públicas de leitura no Brasil, nos níveis federal, estadual e municipal. Participaram dois representantes do poder público federal – o secretário executivo do PNLL, José Castilho Neto, e o diretor da Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB) do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos Piúba – e três representantes da sociedade civil: Paulo Farah, professor da Universidade de São Paulo, Claudia Santa Rosa, fundadora e diretora do Instituto de Desenvolvimento da Educação, em Natal, e Antônio Carlos de Morais Sartini, diretor do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.

Segundo Fabiano e Castilho, após uma interrupção de dois anos no Plano Nacional do Livro e da Leitura, iniciado em 2012, no ano passado foi possível retomar o projeto, que tramita ao mesmo tempo nos Ministérios da Cultura e da Educação. “Mas, na verdade, é preciso entender que um plano desses envolve áreas que vão muito além”, diz Castilho. “Afinal, se só 26% dos alfabetizados brasileiros são alfabetizados plenos, a leitura é uma questão de segurança nacional.”

Farah acrescenta também que a leitura é um instrumento fundamental de inserção social, de modo que a leitura é também uma questão de direitos humanos. O plano municipal de São Paulo, ao qual Farah se dedica, foi uma iniciativa da própria sociedade civil, que, em 2012, apresentou um termo de intenções para todos os candidatos à eleição municipal daquele ano.

Claudia, cuja ONG conseguiu garantir recursos para a leitura no plano plurianual de Natal que vai até 2017, afirma que os planos municipais e estaduais são o caminho para garantir que o poder público seja obrigado a investir. Ainda assim, a implantação desses investimentos precisa ser acompanhada de perto pela sociedade civil.

Contando com perguntas e manifestações de uma plateia que contou com participantes de diversos estados do Brasil, os especialistas falaram dos entraves que dificultam o caminho das diversas iniciativas que tentam garantir a legislação e o investimento público necessários em todas as regiões do país. “Todos sabemos que o caminho não é curto e trata principalmente de construir as pontes”, resumiu Castilho.

(Diego Viana)

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