FlipMais | Muito além do contrato

Mesa na Casa da Cultura discute dores e delicias de ser agente literário

Mariana Teixeira Soares, Nicole Witt e Lucia Riff com o mediador Henrique Rodrigues em mesa da FlipMais nesta sexta-feira (1) / Foto: Walter Craveiro

Mariana Teixeira Soares, Nicole Witt e Lucia Riff com o mediador Henrique Rodrigues em mesa da FlipMais nesta sexta-feira (1) / Foto: Nelson Toledo

Figura rodeada de mistérios, o agente literário vem ganhando importância no Brasil com o crescimento e a internacionalização do mercado editorial do país. Atuando no meio campo entre o autor e a editora, é ele quem muitas vezes acompanha um escritor ao longo de todo seu percurso, procurando defender seus interesses e apontando caminhos para a difusão de sua obra.

“O agente entra desde o início. O autor tem a ideia de um projeto, tem uma crise no meio da escrita… Você está ali acompanhando uma carreira”, definiu Lucia Riff, mais antiga e uma das mais influentes agentes no Brasil. “É um trabalho de um envolvimento muito grande e por isso não é raro que você se torne uma amiga muito próxima do autor.”

O desejo de tornar-se mais próxima dos escritores foi um dos motivos que levaram Mariana Teixeira Soares a deixar a carreira como editora para abir sua própria agência, especializada em nomes novos.

“Comecei a olhar para esses autores porque eram os que eu via alguma chance de trazer para a agência. Precisava pensar em algo que fosse complementar ao que já existia. E eis que de repente um autor indicou outro e assim por diante.”

Considerada uma espécie de embaixadora informal da língua portuguesa no mundo, a agente alemã Nicole Witt mencionou a importância da última edição da feira de Frankfurt para a difusão da literatura brasileira, com mais de 330 traduções contratadas, 115 delas de ficção.   

“A literatura brasileira andava desaparecida do mapa. O Brasil havia sido homenageado em Frankfurt anos antes, mas havia feito uma participação calcada em certos clichés. Já 2013 serviu como incentivo amplo para o mundo ver o que está sendo produzido”, frisou. 

Questionadas sobre os critérios que as levam a trabalhar com determinado autor, as três mencionaram a qualidade literária, mas também a afinidade pessoal com o projeto e, no caso de Witt, a possibilidade que a obra do autor tem de encontrar eco internacional. 

(Gabriela Longman)

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