Mesa 10 | Memórias de uma Florença Brasileira

Edu Lobo e Cacá Diegues contam lembranças da era mais criativa do Rio de Janeiro

O mediador João Gabriel de Lima com Edu Lobo e Cacá Diegues nesta sexta-feira (1) / Foto: Walter Craveiro

O mediador João Gabriel de Lima com Edu Lobo e Cacá Diegues nesta sexta-feira (1) / Foto: Walter Craveiro

A partir da segunda metade da década de 1950, o Rio de Janeiro acumulou um volume de grandes talentos que poucas vezes ocorre na história: o jornalista João Gabriel de Lima, mediador da mesa “2x Brasil”, lembrando a Florença do Renascimento e a Pensilvânia do século 18, cita três deles: Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Glauber Rocha. Dois deles se encontraram na Tenda dos Autores para falar de suas memórias: o compositor Edu Lobo e o cineasta Cacá Diegues.

Ambos têm livros lançados na Flip que contam as vidas desses criadores. Cacá Diegues está publicando sua autobiografia, Vida de cinema – Antes, durante e depois do Cinema Novo (Objetiva), e Edu Lobo é objeto de São bonitas as canções (Edições de Janeiro), com entrevistas concedidas ao jornalista Eric Nepomuceno.

Cacá Diegues contou de sua única experiência como letrista, ao compor com o sambista Cartola uma valsa, durante as filmagens de Gangazumba. “Devia ser muito ruim, porque não fez o menor sucesso”, disse. Diegues era amigo de Cartola e frequentava sua casa. Conseguiu um papel para ele em seu filme para ajudá-lo financeiramente.

Edu Lobo falou dos festivais de música que venceu, em 1965 e 1967. Para ele, o de 1965, em que apresentou Arrastão, foi mais marcante, porque ele era desconhecido. Mas ao ganhar o festival da Record, em 1967, com Ponteio, Edu era mais famoso e apresentou a própria música. Contudo, ele poderia ter sido um diplomata se não tivesse conhecido Vinícius de Moraes, que se ofereceu para fazer a letra de uma composição sua, aos 19 anos. “Que coincidência, fui salvo da diplomacia por um diplomata”, brincou.

Diegues pretende começar a filmar O Grande Circo Místico no final deste ano. O roteiro baseia-se na obra criada por Edu Lobo em parceria com Chico Buarque e, segundo Diegues, também consistirá em uma homenagem ao poeta Jorge de Lima.

(Diego Viana)

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