Novas rotas da lírica em português

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Os poetas Mariano Marovatto e Matilde Campilho arrebataram o público com a leitura de seus versos (foto de Walter Craveiro)

No fim de tarde desta quinta-feira, a Tenda dos Autores foi tomada pela poesia do carioca Mariano Marovatto e da lisboeta Matilde Campilho. A pluralidade de sotaques e estilos ganhou os palcos da festa e arrebatou a plateia em Paraty.

Matilde Campilho leu versos do livro “Jóquei”, que acaba de ser lançado no Brasil. Com pausas, entonações e dissonâncias, Campilho entusiasmou os espectadores. “A poesia é uma coisa que a gente faz em casa, no restaurante. Mesmo que tenha muita gente em volta, não tem ninguém”, afirmou. “A poesia é íntima mesmo quando é malabarista”, completou.

Na sequência, Mariano Marovatto falou de sua pesquisa em cima dos arquivos do poeta Cacaso (1944–1987) na Fundação Casa de Rui Barbosa, além de seu contato com a obra da escritora Ana Cristina Cesar (1952-1983) e de sua iniciação como poeta.

“Você começa a escrever poesia porque você se apaixona. Comecei a escrever poemas horríveis. Só comecei a escrever melhor quando parei de ter medo da musa, de depender de um ser superior para escrever.” O encontro intercalou leituras de poemas de um e de outro com reflexões sobre a disciplina da escrita e as particularidades da profissão.

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